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Uma conversa com o jeitinho brasileiro: a corrupção de cada dia

MaquinArte- Bom dia, o jeitinho está presente nas leis?
Jeitinho Brasileiro (rindo)- Não, não.
MA- E você acha que é certo o que é feito em teu nome?
JBr (fortes risadas)- Claro que não
MA– Desde quando você surgiu jeitinho? Você é mesmo brasileiro?
JBr- Brasileiro naturalizado. Apareci pela primeira vez com o descaramento português em invadir estas terras brasilis em 1500 e fui ficando com ajuda das três raças que degeneradas me mantiveram por aqui.
MA– E você não tem medo que as pessoas sejam punidas?
JB – Com o nosso judiciário? (risos escarnidos). A classe média alta e elite é quem mais me usa então.
MA- Como começa a vida na corru… digo no jeitinho brasileiro?
JBr A observação é importante e começa desde criança.
MA– E se alguém tiver olhando fica mais difícil?
JBr– No começo sim, mas depois vão incentivando e logo se desinibe geral.
MA– E por que as pessoas usam tanto?
JBr- É fácil, tirando a questão da inexistência da punição tem duas coisas que influem: “eu vi alguém se dar bem e também irei” ou “como todos otários não viram esta brecha? vou me dar bem.”
MA– E você acredita que o jeitinho é corrupção?
JBr– Corrupção? Isto existe no Brasil? NUNCA fui corrupção. Só sou a consciência que a gera, mas não tenho nenhuma ligação com ela, só contatos formais. Inclusive gente corrupta vem me usando. Veja o Aécio Neves junto com esta direita asqueirosa e a mídia limpinha sempre golpista que quer dar um golpe e o pessoal associa a mim. Vão catar coquinho
MA- Você acha que você vai acabar aqui no Brasil?
JBr- Hoje minha ação as vezes é difícil. Já tem medidas de transparência, de punição (só se for do partido PT, é claro), de investigação da Polícia Federal e MPF, e o jeitinho as vezes trava. Sorte minha que tem o judiciário parcial que dá um jeitinho sempre. Até pra arrumar um auxílio moradia pra lá de imoral. Se tivesse um prêmio JB daria pra eles. Junta isto com uma a concessão da mídia radialista e televisiva (com raríssimas excessões) que não tem compromisso nenhum com a verdade e que além de mentir (viu o caso do Romário?), manipula e distorce. E tem mais com este discurso de ódio de hoje em dia da falsamoralista  despolitizada classe média ignorante que espalha boatos no Uatizapi e feicibuque vou continuar existindo durante muito tempo.

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Memorial da Resistência abre exposição fotopolítica de Cristian Kirby

Associação Pinacoteca Arte e Cultura (APAC) e
Memorial da Resistência de São Paulo
apresentam
119
O Memorial da Resistência de São Paulo apresenta a exposição “119”, com 120 intervenções gráficas sobre fotografias de desaparecidos políticos durante a ditadura no Chile (1973 – 1990).  Realizadas pelo artista chileno Cristian Kirby, a mostra também apresenta informações sobre a vida desses militantes políticos assassinados na Operação Colombo, além de um vídeo que registra as manifestações realizadas anualmente pelos familiares e amigos do Colectivo 119, no dia 24 de julho de 2005, para rememorar e reivindicar justiça pela morte dos chilenos.
A exposição será acompanhada pelas performances “436” e “119” do artista Alexandre D’Angeli, que recordará os 436 desaparecidos políticos da ditadura civil-militar brasileira e os 119 da Operação Colombo, da ditadura chilena. Depois de passar pela Argentina e Uruguai e pela Bienal de Fotografia de Pequim, “119” chega ao Memorial da Resistência de São Paulo.
 
Abertura dia 18 de outubro de 2014 (sábado), às 11h.
Aberta ao público até o dia 15 de março de 2015.
  
119
O Memorial da Resistência de São Paulo, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, apresenta de 18 de outubro de 2014 a 15 de março de 2015 sua nova exposição temporária: “119”. A mostra apresenta o trabalho do artista chileno Cristian Kirby (1970, Chile), composto de 120 intervenções realizadas a partir de fotografias de desaparecidos políticos durante a ditadura chilena.
Organizada pelo Memorial da Resistência, “119” apresenta o caso da “Lista dos 119”, conhecida como Operação Colombo, uma articulação engenhosa entre o governo e a Operação Condor e que contou com o apoio decisivo da imprensa ligada ao governo. Divulgando notícias falsas nos meios de comunicação de massas que desqualificavam as organizações opositoras, essa operação culminou com a publicação de duas listas em 1975, uma no Brasil e outra na Argentina, com os nomes de pessoas que estavam desaparecidas. As manchetes anunciavam que haviam se matado umas às outras, como ratos.
Para o Memorial da Resistência, acolher a exposição “119” é mais uma oportunidade de cumprir o compromisso de tratar questões políticas recentes na América Latina, especialmente aquelas relativas aos anos de 1960 a 1980, período em que muitos países latino-americanos tiveram seus presidentes democraticamente eleitos substituídos por governos militares por meio de golpes de Estado.
Para o artista Cristian Kirby “expor o projeto 119 no Memorial da Resistência de São Paulo é uma das maneiras de reapropriação e ressignificação dos cenários da crueldade e do extermínio tomados pelo poder e uma maneira de refletir sobre a posição que adotamos na recuperação e defesa dos direitos humanos”.
Ao expor o lugar público como espaço de violência, “119” também se coaduna com o Programa Lugares da Memória do Memorial da Resistência. O programa busca desvelar e educar o olhar para os lugares como espaços de resistência e de repressão, para que a violência, em períodos de ditaduras ou democracias, não seja banalizada.
Sobre as performances “436” e “119”
De 19 a 25 de Outubro 2014, o público poderá montar máscaras de papel, que simbolizam o rosto de cada uma das 436 pessoas que morreram ou desapareceram durante o regime ditatorial brasileiro (1964-1985). A obra será realizada no espaço expositivo pelo performer Alexandre D’Angeli, que orientará os visitantes em silêncio.
Alexandre diz que pretende “provocar o público a lembrar ou conhecer esses sujeitos que, mais do que rostos muitas vezes esquecidos, são pessoas que tinham família, uma história e faziam parte da vida de pessoas que até hoje, em sua grande maioria, continuam sem uma explicação”.
Após montadas, as máscaras, juntas, formarão uma instalação que fará parte da exposição de longa duração por período determinado. O trabalho de Alexandre D’Angeli chamou a atenção do chileno Cristian Kirby e surgiu a ideia de que, no final de sua exposição de fotos, Alexandre repita a performance, mas dessa vez com 119 máscaras, relembrando os chilenos vítimas da Operação Colombo. Essa segunda etapa da performance acontece de 12 a 15 de março de 2015, última semana da exposição 119.
Memorial da Resistência de São Paulo
Largo General Osório, 66 – Luz
CEP 01213-010 – São Paulo – SP
Tel: 55 11 3335 4990
Exposição “119”
18 de outubro de 2014 a 15 de março de 2015
terça a domingo, das 10h às 18h, entrada até as 17h30
Visitação gratuita