Arquivo mensal: outubro 2015

Uma conversa com o jeitinho brasileiro: a corrupção de cada dia

MaquinArte- Bom dia, o jeitinho está presente nas leis?
Jeitinho Brasileiro (rindo)- Não, não.
MA- E você acha que é certo o que é feito em teu nome?
JBr (fortes risadas)- Claro que não
MA– Desde quando você surgiu jeitinho? Você é mesmo brasileiro?
JBr- Brasileiro naturalizado. Apareci pela primeira vez com o descaramento português em invadir estas terras brasilis em 1500 e fui ficando com ajuda das três raças que degeneradas me mantiveram por aqui.
MA– E você não tem medo que as pessoas sejam punidas?
JB – Com o nosso judiciário? (risos escarnidos). A classe média alta e elite é quem mais me usa então.
MA- Como começa a vida na corru… digo no jeitinho brasileiro?
JBr A observação é importante e começa desde criança.
MA– E se alguém tiver olhando fica mais difícil?
JBr– No começo sim, mas depois vão incentivando e logo se desinibe geral.
MA– E por que as pessoas usam tanto?
JBr- É fácil, tirando a questão da inexistência da punição tem duas coisas que influem: “eu vi alguém se dar bem e também irei” ou “como todos otários não viram esta brecha? vou me dar bem.”
MA– E você acredita que o jeitinho é corrupção?
JBr– Corrupção? Isto existe no Brasil? NUNCA fui corrupção. Só sou a consciência que a gera, mas não tenho nenhuma ligação com ela, só contatos formais. Inclusive gente corrupta vem me usando. Veja o Aécio Neves junto com esta direita asqueirosa e a mídia limpinha sempre golpista que quer dar um golpe e o pessoal associa a mim. Vão catar coquinho
MA- Você acha que você vai acabar aqui no Brasil?
JBr- Hoje minha ação as vezes é difícil. Já tem medidas de transparência, de punição (só se for do partido PT, é claro), de investigação da Polícia Federal e MPF, e o jeitinho as vezes trava. Sorte minha que tem o judiciário parcial que dá um jeitinho sempre. Até pra arrumar um auxílio moradia pra lá de imoral. Se tivesse um prêmio JB daria pra eles. Junta isto com uma a concessão da mídia radialista e televisiva (com raríssimas excessões) que não tem compromisso nenhum com a verdade e que além de mentir (viu o caso do Romário?), manipula e distorce. E tem mais com este discurso de ódio de hoje em dia da falsamoralista  despolitizada classe média ignorante que espalha boatos no Uatizapi e feicibuque vou continuar existindo durante muito tempo.

Anúncios

L’art de Chantal Akerman

80 anos de Geraldo Vandré: uma história cheia de mistérios

DA REDE BRASIL ATUAL

Franklin da Flauta/Arquivo Pessoal

vandre-1.jpg

“Minha história é secundária”, disse em maio um incomodado Geraldo Vandré ao repórter Julio Maria, do jornal O Estado de S. Paulo, ao responder se o público não mereceria conhecer sua trajetória artística. Era um comentário sobre biografia não autorizada lançada um mês antes. Neste setembro, quando Geraldo Pedrosa de Araújo Dias (seu nome de batismo) completa 80 anos, serão lançados dois livros a seu respeito, de certa forma contestando a afirmação sobre a obra de sua criação.

Corte para a noite de 15 de agosto de 2014, no terminal rodoviário do Tietê, na zona norte de São Paulo. Em um espaço do maior terminal da América do Sul, fica um piano. Um anônimo senta, começa a tocar e logo junta uma pequena multidão em volta. Os acordes são reconhecidos de imediato. A letra é longa, mas alguns arriscam-se a cantar, conforme registro feito por um ouvinte que passava por ali. No final, o intérprete ganha aplausos.

Em outra escala, a cena se repete em 20 de junho último, na praça da República, centro paulistano, na abertura da Virada Cultural. O maestro Rui Torneze, da Orquestra Paulistana de Viola Caipira, anuncia o bis, para “cutucar o coração”. É a mesma composição tocada pelo pianista desconhecido, agora executada por dezenas de violas – instrumento para a qual a música foi concebida – e aplaudida com emoção ao final.

A música é Disparada, parceria de Vandré com o violonista Theo de Barros, nascida durante uma viagem a Catanduva, no interior paulista, em 1966. “Ele pegou a música caipira, juntou Guimarães Rosa e fez uma coisa completamente nova. Como obra de arte, Disparada talvez seja a música mais perfeita que o Brasil já produziu”, declarou, em depoimento, o jornalista e pesquisador Alberto Helena Jr., um dos primeiros a ouvir a canção.

Foi o primeiro e único caso de empate na chamada era dos festivais. Naquele 1966, Disparada e A Banda, de Chico Buarque, foram declaradas vencedoras no concurso da TV Record. Na verdade, A Banda havia vencido, mas o próprio Chico exigiu o empate, por considerar – até hoje – que Disparada era melhor. A canção foi defendida por Jair Rodrigues, em interpretação épica, mas que antes de acontecer foi vista com certa desconfiança por Vandré, por considerar Jair muito brincalhão. O primeiro encontro entre eles foi ríspido, mas depois de vê-lo cantando o autor deu um abraço de “quebrar ossos” no intérprete.

ARQUIVO/AGÊNCIA ESTADO
Jair Rodrigues
Jair Rodrigues interpreta a música Disparada, de Geraldo Vandré e Theo de Barros

Matraga

O ano de 1966 foi especial para Vandré. Ele venceu também o festival da TV Excelsior, com Porta Estandarte, parceria com Fernando Lona, que, vindo da Bahia, finalmente pôde com o prêmio alugar um apartamento. Além disso, o compositor foi responsável pela trilha sonora de A Hora e Vez de Augusto Matraga, filme de Roberto Santos com base em conto de Guimarães Rosa e representante do Brasil no festival de Cannes.

Pouca coisa se sabe efetivamente sobre a obra de Geraldo Vandré. Sua carreira de músico profissional foi relativamente curta e prejudicada por um certo folclore alimentado pelo silêncio. São apenas cinco LPs lançados, de 1964 a 1973, data de seu retorno ao Brasil, após quatro anos e cinco meses de andanças pelo exterior, em uma saída forçada pela repercussão de sua música mais conhecida, Pra não Dizer que não Falei das ­Flores (Caminhando), de 1968. A partir daí, prevaleceram as lendas. Para usar uma expressão do escritor Eric Nepomuceno, em artigo recente no jornal Valor Econômico, o artista “alcançou píncaros de luz para depois mergulhar numa névoa densa, carregada de perguntas sem resposta e mistérios sem solução”.

As perguntas mais recorrentes são se Vandré foi mesmo torturado, se enlouqueceu. Ou por que motivo nunca mais se apresentou no Brasil – seu último show foi do lado paraguaio da fronteira, em 1982. A alguns artistas, como Jair Rodrigues e Ney Matogrosso, chegou a falar em fazer apresentações “nas fronteiras”, que nunca aconteceram.

FILME DE 1965. DIREÇÃO: ROBERTO SANTOS
Matraga filme
Leonardo Villar em cena de Matraga

Vandré estava no radar do regime, mas tortura física nunca houve. Talvez algo mais grave tivesse acontecido se ficasse no Brasil. Depois da decretação do AI-5, em 13 de dezembro de 1968, ele permaneceu escondido – na casa de praia do pai de sua namorada, no litoral sul paulista, e depois no apartamento de dona Aracy, viúva de Guimarães Rosa, no Rio de Janeiro, perto do Forte de Copacabana. Os soldados faziam manobras e Vandré, versos.

Durante o carnaval de 1969, ele deixou o país disfarçado em direção ao Uruguai, e de lá para o Chile. Partiu para a Europa, andou pelo Velho Continente, fixou-se na França e, por fim, voltou ao Chile, de onde saiu dois meses antes do golpe que em setembro de 1973 derrubou Salvador Allende e iniciou um período de terror.

ACERVO ICONOGRAPHIA
BOMBA NO TEATRO
Grupos anticomunistas atacaram local onde Vandré se apresentava em 1968

Alvo militar

Artistas como Caetano Veloso e Chico Buarque dizem que naquela época era possível perceber nos interrogatórios certa “prioridade” dos militares em relação a Vandré. Alguns falavam mesmo em matá-lo, segundo o compositor baiano. Famoso produtor de festivais, Solano Ribeiro acredita que ele poderia ser morto se fosse preso no pós AI-5. Por ironia, seu último show no Brasil como cantor profissional foi justamente em 13 de dezembro, data do ato institucional, em Anápolis (GO).

O motivo de tanta raiva seriam alguns versos de Caminhando, que teriam sido especificamente destinados aos militares, em um período que culminaria no período mais violento da ditadura. A canção carimbou em Vandré o rótulo de “cantor de protesto” ou antimilitarista. Mais de uma vez ele tentou explicar que a música não era contra as Forças Armadas, mas contra uma situação política, um momento da história brasileira. “Caminhando não é uma canção de guerra e os versos ‘nos quartéis se aprende a morrer pela pátria e viver sem razão’ não se refere somente a militares, mas é um modo de me exprimir para explicar todo tipo de profissão que restringe as pessoas a um certo modo de vida. Aliás, muitos militares concordaram com os versos”, disse Vandré em uma entrevista coletiva, no meio da polêmica, em 1968.

Muitos não gostaram: no teatro Opinião, no Rio, onde se ele apresentava com o Quarteto Livre no show Pra não Dizer que não Falei das Flores, houve um atentado a bomba, que não deixou feridos. Os músicos haviam saído pouco antes para comer uma pizza. Na mesma época, ele declarou ao repórter Arthur Poerner, no Jornal do Brasil, um dos que o ajudaram a deixar o país: “A música é, portanto, uma mensagem, uma informação, não um conselho. Mesmo porque o povo não precisa de conselhos”. O refrão é uma necessidade da canção, disse Vandré, criticando quem tentava dissecar a sua como se fosse um comício, ou um tratado de sociologia.

Em 2007, à então estudante de Jornalismo Jeane Vidal, o autor chamaria sua obra mais famosa de expiação. “Mais do que uma canção, Caminhando foi um desnudamento. Um dizer-se tudo quando era proibido dizer-se quase tudo. Sem ofensas e sem reivindicações. Um relato indeclinável para todos nós, brasileiros, que ali nos reunimos num concurso de arte, sem paradigma e sem igual, até hoje, para mim.”

ARQUIVO/AGÊNCIA ESTADO
GINÁSIO LOTADO
Pra não Dizer que não Falei das Flores marcou carreira do cantor

O concurso a que Vandré se refere foi o Festival Internacional da Canção (FIC) da TV Globo. Um representante do Brasil seria escolhido previamente para a fase internacional. Ganhou Sabiá, de Tom Jobim e Chico Buarque. Uma música delicada, que tratava do exílio, mas de forma sutil. O público queria a canção explícita de Vandré e vaiou longamente a decisão dos jurados. Não era exatamente para Tom, mas ficou marcada como a maior vaia que o compositor recebeu.

Burguês da canção

O médico otorrino José Vandregíselo (do qual se origina o nome artístico) foi ligado ao Partido Comunista, mas seu filho Geraldo nunca foi militante político. O compositor chegou a se definir como um “profissional burguês da canção”. Vindo da Bossa Nova, como tantos, ele criou uma obra original, de nítida preocupação social, a partir da primeira música de seu primeiro LP, Menino das Laranjas (do futuro parceiro Theo de Barros), canção que se tornaria sucesso inicial de Elis Regina. Vandré começou a chamar a atenção depois da gravação de Samba em Prelúdio, em 1962, com a cantora Ana Lúcia – melodia de Baden Powell, letra de Vinícius de Moraes.

Paraibano de João Pessoa, formado em Direito no Rio de Janeiro e com a carreira musical desenvolvida em São Paulo, ele não foi Bossa Nova – embora tenha bebido dessa fonte, em parceria com autores como Carlos Lyra –, nem cantor de protesto. Brigou com os tropicalistas e com a TV Record (na qual apresentava um programa) e se definiu como nacionalista. Seu temperamento forte e o comportamento por vezes imprevisível certamente contribuíram para os boatos sobre loucura.

Ele acabou perseguido por causa de uma canção composta durante a Marcha dos 100 Mil, realizada em junho de 1968, em protesto contra a violência do regime. Deixou sua pátria e retornou em julho de 1973 após difíceis negociações com o governo – ainda no Chile, chegou a ser internado para tratamentos psiquiátricos. Uma condição para a permanência no Brasil foi uma falsa entrevista, forjada pelos militares e exibida no Jornal Nacional, da Globo, um mês depois da real data de seu retorno. Ali, Vandré renegou qualquer uso político de sua obra. Foi uma espécie de retratação, como se dizia na época.

O silêncio foi imposto e também assumido. Vandré deu entrevista em 1974 para o programa de estreia de Flávio Cavalcanti, mas o censor viu “apologia” à figura do artista e vetou o quadro. O Brasil também era outro. Tinha mudado durante os anos de exílio, com a massificação da cultura. Além disso, o ex-servidor público, exonerado por decreto fundamentado no AI-5, não gostou de ser reconduzido ao funcionalismo com base na Lei da Anistia, “como se eu fosse criminoso”, conforme disse em 2010 ao jornalista Geneton Moraes Neto, da GloboNews, em entrevista gravada no dia em que completava 75 anos (12 de setembro).

Vandré também reclamou da falta de imagens do FIC de 1968 e chegou a pedir a Geneton que falasse com seus chefes. A Globo diz ter apenas alguns takes da fase internacional. Da mesma forma, não há registro do Jornal Nacional de agosto de 1973 com a entrevista sobre a “volta” do cantor, nem imagens de sua participação no festival da Record em 1967. Para a pesquisadora Dalva Silveira, autora do livro A Vida não se Resume em Festivais, houve uma tentativa do governo autoritário de “apagar Vandré e sua obra da memória coletiva nacional”, à medida que a imprensa não podia fazer referência ao seu nome, nem ele podia se apresentar.

Lendas

Mas o compositor faz também sua crítica à sociedade que, de alguma forma, deu as costas quando ele retornou, doente e fragilizado, e que talvez o preferisse como mártir. E ajudou a alimentar a polêmica ao escrever, em 1985, um poema em homenagem à Força Aérea Brasileira, chamado Fabiana. Menos conhecida, Marina Marinheira fez referência a outra das forças armadas, e foi interpretada em show por Ney Matogrosso, em 1980 –Vandré não deixou que ele gravasse.

Um livro pode fazer com que as lendas fiquem em segundo plano e as canções tenham mais destaque, como se deveria esperar de um artista. Além das duas mais conhecidas, Vandré é autor de composições como Canção Nordestina, Pequeno Concerto que ficou Canção, Tristeza de Amar, Aroeira, Cantiga Brava, Maria Memória da Minha Canção, João e Maria, Fica Mal com Deus, De América e Desacordonar, feita no período do Chile, quando o artista percorreu o país para conhecer a experiência de reforma agrária. Ou Pátria Amada, Idolatrada, Salve, Salve, composta com Manduka, filho do poeta Thiago de Mello, e vencedora do festival de Agua Dulce, realizado no Peru em 1972.

Vandré também foi o primeiro a defender uma música de Chico Buarque em um festival (Sonho de um Carnaval, na extinta TV Excelsior, em 1965). E ajudou a revelar músicos até hoje admirados, inclusive internacionalmente. Theo de Barros, Heraldo do Monte, Airto Moreira e Hermeto Pascoal formavam o Quarteto Novo. Behring, Hilton Acioli e Marconi eram o Trio Marayá. O último grupo a acompanhar o cantor foi o Quarteto Livre, com Nelson Ângelo, Franklin da Flauta, Geraldo ­Azevedo e Naná Vasconcelos.

Assim, há muito o que se explorar e descobrir no universo musical criado por Vandré. Sem se preocupar tanto com o festival que representou seu auge e o fim, ao mesmo tempo. Até hoje fala-se em uma possível pressão militar para que Caminhando não ganhasse em 1968. Algo desnecessário para demonstrar a importância do artista na música brasileira, como observou, em entrevista, Leon Cakoff, famoso pela criação da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo – e que em 1968, aos 20 anos, bancava os estudos com o trabalho de assistente de Vandré. Com uma comparação cinematográfica, ele mostra que nem sempre é preciso ganhar para ser eterno.

“A história reserva às peças desse tabuleiro as suas posições corretas, não adianta você mexer. Tanto filme ganha Festival de Cannes e cai no esquecimento em seguida… E tantos filmes que não ganham prêmio nenhum e ficam eternos na memória de todos os cinéfilos”, disse Leon em 2009. “Foi uma radiografia do momento, de uma época. Qual a foto deste momento que a gente está vivendo hoje? O que traduz este momento? Naquele momento, traduzimos com Caminhando.”

E há muitas traduções possíveis. Anos atrás, Vandré usou a mesma palavra dita recentemente ao repórter do Estadão para expor o que pensa sobre a sociedade: para ela, a beleza tem função “secundária” – e quem a procura, também. Mas ele mesmo concluía que sem beleza não existe “o homem feliz”. Em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro, onde tem vivido nos últimos tempos e onde sua mãe morava (dona Marta morreu em 2011; “seu”José, em 1986), possivelmente é disso que ele se ocupa, fazendo canções e versos em silêncio.

Biografia é história

O repórter Vitor Nuzzi lançou em abril o livro Geraldo Vandré – Uma Canção Interrompida, de forma independente e com tiragem limitada (100 exemplares). Primeira biografia do compositor, à qual o autor se dedicou por quase uma década, o livro está prestes a ser relançado, agora pela editora Kuarup.

Em 10 de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou uma ação direta de inconstitucionalidade e pôs fim a uma espera de três anos, ao decidir que a publicação de biografias não exige autorização prévia. Todos os ministros acompanharam o voto da relatora, Cármen Lúcia. “Não é proibindo, recolhendo obras ou impedindo sua circulação, calando-se a palavra e amordaçando a história que se consegue cumprir a Constituição”, afirmou a juíza, acrescentando que cabe à Justiça reparar eventuais abusos.

“O mais é censura, e censura é uma forma de cala-boca.”

A polêmica é antiga, mas ganhou força em 2007, quando Roberto Carlos foi à Justiça para recolher livro escrito pelo biógrafo e professor Paulo Cesar de Araújo. A editora retirou o livro de circulação. Araújo promete relançá-lo, e até já assinou contrato com uma editora. Biografias são livros de história, e ninguém é dono da história, diz o escritor (leia entrevista publicada na edição 95).

O escritor Jorge Fernando dos Santos também lança uma biografia em setembro: Geraldo Vandré – O Homem que disse Não, pela Geração Editorial. No início de outubro, sai Não me chamem Vandré (editora Patmos), do jornalista paraibano Gilvan de Brito.