Professores do município de Eirunepé acusam prefeito de reter salário nos últimos 4 meses

Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacional Anísio Teixeira (INEP), o Amazonas é o estado com maior atraso escolar do país nas áreas rurais. O péssimo desempenho do estado quanto à avaliação da educação básica, sempre ocupando, amargamente, as últimas posições na qualidade de ensino, parece não preocupar a ignara classe política da região.

Além de possuir uma das piores educações, diversos problemas administrativos configuram a gestão atual do Estado e dos municípios amazonenses, inclusive Manaus, cujas denúncias envolvendo desvio de merenda escolar nas gestões de Amazonino Mendes e Arthur Neto são, na maioria das vezes, ocultadas pelas mídias sempre a favor daqueles que estão no poder.

No caso dos municípios do interior sabemos que o buraco é mais apertado. Afinal, com políticos (prefeitos e vereadores) que não governam pelo bem comum e pela coisa pública, vemos tais espaços abandonados e sem perspectiva, ainda mais com a desrespeitosa desadministração dos governadores do Estado do Amazonas, principalmente nos últimos 30 anos.

A obviedade executiva cotidiana encontra Eirunepé

Eirunepé, conhecida carinhosamente como “A Veneza Amazônica” (comparativamente pela poluição de seus rios),  não foge dessa realidade. Terra do atual governador José Melo e de Amazonino Mendes, o município vem sofrendo diversos problemas administrativos, os quais afetam todos os setores sociais.

O prefeito Joaquim Neto Cavalcante Monteiro, do Partido Social Democrático – PSD (partido que possui como presidente estadual Omar Aziz), foi condenado no ano passado pelo Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) pela falta de transparência em sua prestação de contas, o que é comum no estado, pois dados também mostram que o Amazonas não está muito bem quando o assunto é responsabilidade na prestação de contas.

Nosso bloguinho conversou com professores não-efetivos ou temporários da zona rural do município, cujos contratos encerraram no último mês de dezembro, e foi informado que o prefeito não pagou quatro meses de salários dos docentes.

Esta falta de pagamento fez com que o natal dos professores contratados fosse ainda mais amargo. Talvez tão amargo quanto os resultados futebolísticos da seleção brasileira de futebol.

De qualquer maneira os professores afirmaram temor em questionar os poderes constituídos e acionar a mídia para reverter a subtração de seus direitos. Este medo e apatia política da classe é uma realidade conhecida no Amazonas. As oligarquias municipais, por exemplo, oferecem acesso a um sindicato pelego como Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas – Sinteam, além da mídia reacionária nunca defender os interesses públicos por ser sempre parcial aos políticos.

O prefeito de Eirunepé, assim, deve cumprir sua função e pagar os professores, caso contrário sua acusação não será somente de improbidade administrativa, mas exploração de trabalho publiscravo (público/escravo). Ao continuar produzindo esta forma de governar, os prefeitos e o governador manter-se-ão escravos da sua vaidade, impotência e tristeza, engendrando uma educação de baixa qualidade.

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